9 de janeiro de 2012


Remédios tambem são drogas e alguns causam dependência,

 o ÁLCOOL também!


Esse vídeo mostra a triste realidade, dos usuários da antiga "Cracolândia", situada no centro de São Paulo.
Muitos julgam esses usuários como "nóias", ou a escória da sociedade, pensam que nesse meio há somente ladrões, marginais, pessoas de classe social mais baixa, ou sem instrução. Mas o fato é que por se tratar de uma doença, a dependência química não escolhe  cor, credo, classe social, ou raça. Ao contrário do que muitos acham, na Cracolândia, encontramos pessoas dos mais variados tipos, desde pessoas com boa índole, quanto pessoas ruins, desde os mais pobres, aos que possuem dinheiro,  a única verdade é que todos são iguais e por um único motivo: estão doentes e presos dentro de sua adicção.



               Infelizmente, hoje a "Cracolândia" só mudou de lugar, porém o problema continua.

Compulsão e a adicção




As compulsões, comportamentos compulsivos ou aditivos são hábitos aprendidos e seguidos por alguma gratificação emocional, normalmente um alívio de ansiedade e/ou angústia. São hábitos mal adaptativos que já foram executados inúmeras vezes e acontecem quase automaticamente.
Diz-se que esses comportamentos compulsivos são mal adaptativos porque, apesar do objetivo que têm de proporcionar algum alívio de tensões emocionais, normalmente não se adaptam ao bem estar mental pleno, ao conforto físico e à adaptação social. Eles se caracterizam por serem repetitivos e por se apresentarem de forma freqüente e excessiva. A gratificação que segue ao ato, seja ela o prazer ou alívio do desprazer, reforça a pessoa a repeti-lo mas, com o tempo, depois desse alívio imediato, segue-se uma sensação negativa por não ter resistido ao impulso de realizá-lo. Mesmo assim, a gratificação inicial (o reforço positivo) permanece mais forte, levando a repetição.
Causas
Não há uma causa bem estabelecida para a ocorrência de comportamentos compulsivos. Pode-se falar em vulnerabilidades e predisposições, seja de elementos familiares, tais como os hábitos conseqüentes à extrema insegurança e aprendidos no seio familiar, seja por razões individuais e relacionados às vivências do passado e a ao dinamismo psicológico pessoal, seja por razões biológicas, de acordo com o funcionamento orgânico e mental.

Muitas pessoas experimentam as drogas, para fugir de sua realidade, se socializarem,  alívio de strees ou angústia, entre outros fatores. O grande problema é que no cérebro existe a área responsável pelo sentimento de prazer (sistema de recompensa). As drogas atuam no sistema de recompensa, ou seja, o cérebro entende que ao usarmos, há uma grande sensação de prazer, e com isso, a tendência é repetir a ação.
Não se sabe ao certo, se é a droga que desencadeia o uso compulsivo, ou se é a compulsão que leva ao uso, ou seja, qual vem primeiro

8 de janeiro de 2012

Os 12 passos



PRIMEIRO PASSO: Admitimos que éramos impotentes perante a nossa adicção, que nossas vidas tinham se tornado incontroláveis. 

SEGUNDO PASSO: Viemos a acreditar que um Poder maior do que nós poderia devolver-nos à sanidade. 

TERCEIRO PASSO: Decidimos entregar nossa vontade e nossas vidas aos cuidados de Deus, da maneira como nós o compreendíamos. 

QUARTO PASSO: Fizemos um profundo e destemido inventário moral de nós mesmos. 

QUINTO PASSO: Admitimos a Deus, a nós mesmos e a outro ser humano a natureza exata das nossas falhas. 

SEXTO PASSO: Prontificamo-nos inteiramente a deixar que Deus removesse todos esses defeitos de caráter. 

SÉTIMO PASSO: Humildemente pedimos a Ele que removesse nossos defeitos. 

OITAVO PASSO: Fizemos uma lista de todas as pessoas que tínhamos prejudicado, e dispusemo-nos a fazer reparações a todas elas. 

NONO PASSO: Fizemos reparações diretas a tais pessoas, sempre que possível, exceto quando fazê-lo pudesse prejudicá-las ou a outras. 

DÉCIMO PASSO: Continuamos fazendo o inventário pessoal e, quando estávamos errados, nós o admitíamos prontamente. 

DÉCIMO PRIMEIRO PASSO: Procuramos, através de prece e meditação, melhorar nosso contato consciente com Deus, da maneira como nós O compreendíamos, rogando apenas o conhecimento da Sua vontade em relação a nós, e o poder de realizar essa vontade. 

DÉCIMO SEGUNDO PASSO: Tendo experimentado um despertar espiritual, como resultado destes passos, procuramos levar esta mensagem a outros adictos e praticar estes princípios em todas as nossas atividades.

O que é a dependência química ?




A dependência química é uma doença crônica, progressiva e incurável. Ela é caracterizada pelo uso compulsivo de qualquer substãncia psicotrópica, ou seja, que altere o comportamento, como por exemplo o álcool, a maconha, cocaína, crack, anfetaminas, benzodiazepínicos (calmantes), entre outras substâncias.
Não é possível saber a causa exata da doença, mas alguns fatores podem ser apontados, como por exemplo a predisposição do indivíduo, fatores emocionais, sociais e ambientais. Ela também está ligada diretamente à compulsão.
No cérebro, há uma área relacionada a sensação de prazer (chamada de circuito de recompensa cerebral), o prazer que sentimos ao comer, ter relações sexuais, ao usar drogas, etc., evolutivamente o homem criou essa área de recompensa e é nela que as drogas atuam. Por uma espécie de curto circuito, elas provocam uma ilusão química de prazer que induz a pessoa a repetir seu uso compulsivamente, com a repetição do consumo, todas as fontes naturais de prazer perdem seu significado e com isso, o usuário passa a buscar aquele prazer imediato propiciado pela droga, mesmo que isso possa comprometer sua saúde e colocar sua vida em risco.





A Organização Mundial de Saúde (OMS) também considera o uso abusivo de drogas como doença e grave problema de saúde pública, e faz a seguinte divisão entre os tipos de uso de drogas:
Consumo de baixo risco: é cercado de precauções necessárias para prevenção de acidentes e utiliza baixas doses.
Uso nocivo ou abusivo: sempre acompanhado de complicações (acidentes, brigas, perda de compromisso). Danos físicos e mentais decorrentes do uso de substâncias, com conseqüências sociais. Sem haver a presença de complicações crônicas relacionadas ao consumo, como: síndrome de abstinência, cirrose, etc.
Dependência: Consumo freqüente, compulsivo e descontrolado, visando aliviar sintomas de mal estar e desconforto físico e mental, reconhecidamente acompanhados por síndrome de abstinência, problemas psicológicos e sociais.

Muitos veem a dependência química como "falta de vergonha ", ou opção, mas ao contrário disso, a dependência química é de fato uma doença e o indivíduo não tem culpa por ela, mas é responsável sim por seu tratamento.




Os critérios para a identificação da dependência química são:

Um padrão mal-adaptado de uso de substância, levando a prejuízo ou sofrimento clinicamente significativo, manifestado por três (ou mais) dos seguintes critérios, ocorrendo a qualquer momento no mesmo período de 12 meses:
(1) Tolerância, definida por qualquer um dos seguintes aspectos:
(a) necessidade de quantidades progressivamente maiores da substância para adquirir a intoxicação ou efeito desejado
(b) acentuada redução do efeito com o uso contínuo da mesma quantidade de substância

(2) Abstinência, manifestada por qualquer dos seguintes aspectos:
(a) síndrome de abstinência característica para a substância
(b) a substância (ou outra estreitamente relacionada a ela) é consumida para aliviar ou evitar sintomas de abstinência


(3) a substância é freqüentemente consumida em maiores quantidades ou por um período mais longo do que o pretendido


(4) existe um desejo persistente ou esforços mal-sucedidos na tentativa de reduzir ou controlar o uso da substância


(5) muito tempo é gasto em atividades necessárias para a obtenção da substância (por ex., consultas a múltiplos médicos ou fazer longas viagens de automóvel), na utilização da substância (por ex., fumar em grupo) ou na recuperação de seus efeitos


(6) importantes atividades sociais, ocupacionais ou recreativas (trabalho, escola/faculdade, esportes, atividades de lazer que geravam prazer, etc.)são abandonadas ou reduzidas em virtude do uso da substância


(7) o uso da substância continua, apesar da consciência de ter um problema físico ou psicológico persistente ou recorrente que tende a ser
causado ou exacerbado pela substância (por ex., uso atual de cocaína, embora o indivíduo reconheça que sua depressão é induzida por ela, ou consumo o frequente de bebidas alcoólicas, embora o indivíduo reconheça que uma úlcera piorou pelo consumo do álcool).