Alguns transtornos de personalidade, são apontados como fatores propícios para o uso de drogas, vale lembrar que essas outras comorbidades não são a causa e não têm ligação com a progressão da dependência química, entretanto, se a pessoa possuí certa predisposição à um determinado tipo de transtorno de personalidade, o uso da droga pode desencadea-lo, ou potencializá-lo. Muitas características e sintomas do dependente químico em sua adicção ativa, são símilares aos desses transtornos e de outros também .
Esquizofrenia: A esquizofrenia é uma desordem cerebral crônica. caracterizada pela psicose crônica ou recorrente. Os quadros de esquizofrenia podem variar de paciente para paciente, sendo uma combinação em diferentes graus dos seguintes sintomas:
Delírios- o paciente crê em idéias falsas, irracionais ou sem lógica. Em geral são temas de perseguição, grandeza ou místicos.
Alucinações- começam a perceber estímulos que na realidade não existem, como ouvir vozes ou pensamentos, enxergar pessoas ou vultos, podendo ser bastante assustador para o paciente.
Discurso e pensamento desorganizado- o esquizofrênico chega a falar de maneira ilógica e desconexa , demonstrando uma incapacidade de organizar o pensamento em uma seqüência lógica.
Á partir do momento em que a esquizofrenia se manifesta e desenvolve, seu quadro é irreversível, mas com tratamento pode ser controlada.
A esquizofrenia relacionada às drogas: O uso da maconha, é propício e um grande agravante para a evolução dessa doença. Se a esquizofrenia não se manifestou numa pessoa predisposta, seu uso pode despertar essa doença que estava "adormecida".
Transtorno Bipolar: O Transtorno Bipolar é caracterizado por alterações de humor que alternam-se em duas fases:
Maníaca- O estado de humor está elevado podendo isso significar uma enorme euforia, ou uma irritação agressiva. Junto a essa elevação encontram-se alguns outros sintomas como elevação da auto-estima, sentimentos de grandiosidade podendo chegar a manifestação delirante de grandeza, aumento da atividade motora apresentando grande vigor físico e uma diminuição da necessidade de dormir. O paciente apresenta uma forte pressão para falar ininterruptamente, as ideias correm rapidamente a ponto de não concluir o que começou. Há também perda da consciência a respeito de sua própria condição patológica, tornando-se uma pessoa socialmente inconveniente ou insuportável e envolvimento em atividades potencialmente perigosas sem manifestar preocupação com isso. Podem surgir sintomas psicóticos típicos da esquizofrenia o que não significa uma mudança de diagnóstico, mas mostra um quadro mais grave quando isso acontece.
Depressiva- É de certa forma o oposto da fase maníaca, o humor está depressivo, a auto-estima em baixa com sentimentos de inferioridade, os pensamentos costumam ser negativos, sempre em torno de morte ou doença. O apetite fica inibido e pode ter perda significativa de peso. a capacidade física está comprometida, pois a sensação de cansaço é constante. As ideias fluem com lentidão e dificuldade, a atenção é difícil de ser mantida e o interesse pelas coisas em geral é perdido bem como o prazer na realização daquilo que antes era agradável. Nessa fase o sono também está diminuído, mas ao contrário da fase maníaca, não é um sono que satisfaça ou descanse, uma vez que o paciente acorda indisposto.
A bipolaridade relacionada às drogas: Nota-se, que o álcool, acocaína e a maconha são substâncias comumente utilizadas por pacientes bipolares, especialmente durante as fases de mania. A comorbidade, com o uso das drogas, é potencializada e pode confundir o clínico e retardar seu diagnóstico .
Ansiedade: O transtorno de ansiedade, caracteriza-se por ter uma duração e intensidade maior que o esperado para a situação. Costuma ser uma doença crônica, com curtos períodos de remissão e importante causa de sofrimento durante vários anos. É uma preocupação exagerada que pode abranger diversos eventos ou atividades da vida. A pessoa com esse transtorno, poderá sentir os seguintes sintomas:
-Palpitações: sentir que o seu coração está acelerado ou demasiado lento, provocando dores no peito e tosse. Este sintoma poderá ser acompanhado de falta de ar.
-Tremores e arrepios: podendo afetar todo o corpo ou só uma parte dele e acontecer apenas uma vez, ou repetidamente.
-Dormência ou sensação de perda da sensibilidade: sentir parte do seu corpo dormente, insensível ao toque, como se estivesse congelada ou anestesiada. Isto pode acontecer em todo o corpo, mas as partes afetadas mais comuns são as mãos, os pés, os braços e as pernas.
-Despersonalização: sentir-se surreal, resultante de um sonho, absorto da realidade. Poderá sentir que não faz parte do mundo, apenas o observa, e poderá questionar a sua sanidade mental.
-Pensamentos obssessivos e compulsivos: ideias ou pensamentos persistentes e constantes, incapazes de controlá-los.
-Náuseas e dores de estômago.
-Medos: medo de morrer, de perder o controle, medo de um perigo iminente, ou de ficar louco.
Entre outros sintomas.
A ansiedade relacionada às drogas: As drogas induzem à muitos desses sintomas descritos acima, parecidos com o do transtorno de ansiedade.
A dependência química é uma doença crônica, progressiva e incurável, reconhecida pela Organização Mundial da Saúde. Ela é caracterizada pelo uso compulsivo de qualquer substãncia psicotrópica, ou seja, que altere o comportamento, como por exemplo o álcool, a maconha, cocaína, crack, anfetaminas, benzodiazepínicos (calmantes, entre outras substâncias. Leia mais no tópico: O que é dependência química.
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12 de janeiro de 2012
9 de janeiro de 2012
Compulsão e a adicção
As compulsões, comportamentos compulsivos ou aditivos são hábitos aprendidos e seguidos por alguma gratificação emocional, normalmente um alívio de ansiedade e/ou angústia. São hábitos mal adaptativos que já foram executados inúmeras vezes e acontecem quase automaticamente.
Diz-se que esses comportamentos compulsivos são mal adaptativos porque, apesar do objetivo que têm de proporcionar algum alívio de tensões emocionais, normalmente não se adaptam ao bem estar mental pleno, ao conforto físico e à adaptação social. Eles se caracterizam por serem repetitivos e por se apresentarem de forma freqüente e excessiva. A gratificação que segue ao ato, seja ela o prazer ou alívio do desprazer, reforça a pessoa a repeti-lo mas, com o tempo, depois desse alívio imediato, segue-se uma sensação negativa por não ter resistido ao impulso de realizá-lo. Mesmo assim, a gratificação inicial (o reforço positivo) permanece mais forte, levando a repetição.
Causas
Não há uma causa bem estabelecida para a ocorrência de comportamentos compulsivos. Pode-se falar em vulnerabilidades e predisposições, seja de elementos familiares, tais como os hábitos conseqüentes à extrema insegurança e aprendidos no seio familiar, seja por razões individuais e relacionados às vivências do passado e a ao dinamismo psicológico pessoal, seja por razões biológicas, de acordo com o funcionamento orgânico e mental.
Muitas pessoas experimentam as drogas, para fugir de sua realidade, se socializarem, alívio de strees ou angústia, entre outros fatores. O grande problema é que no cérebro existe a área responsável pelo sentimento de prazer (sistema de recompensa). As drogas atuam no sistema de recompensa, ou seja, o cérebro entende que ao usarmos, há uma grande sensação de prazer, e com isso, a tendência é repetir a ação.
Não se sabe ao certo, se é a droga que desencadeia o uso compulsivo, ou se é a compulsão que leva ao uso, ou seja, qual vem primeiro
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